Porque os resultados de ‘Sua Cara’ importam tanto para o Brasil e a comunidade LGBT

Gabriel Santos publicou isso há 3 meses.

Vocês pensaram que a gente não ia rebolar a bunda delas hoje?

No dia 01 de junho de 2017 o Brasil ganhou um dos seus melhores presentes em termos de representatividade a níveis mundiais. Nunca, antes, uma produção com artistas brasileiros havia tomado tanta proporção quanto a parceria de Anitta, Pabllo Vittar e Major Lazer, ‘Sua Cara’.

A música, gravada em março desse ano, garantiu mais de 4 milhões de visualizações nas primeiras 24 horas, na conta oficial do trio de DJs no YouTube. ‘Sua Cara’, primeiramente escrita e desenvolvida para Anitta, obteve melhores resultados que o single oficial do EP dos DJs, ‘Know No Better’, em parceria com a Camila Cabello.

Apesar de toda a comoção por parte dos fãs de ambas Anitta e Pabllo, que já haviam se apresentado juntas no Bloco da primeira em fevereiro, haviam pessoas reclamando da visibilidade, o que veio a ser deixado de lado após boa parte da mídia nacional e internacional destacou a produção.

Anitta, mulher, 24 anos, veio favela e hoje é o principal nome do nosso país no mercado mundial. Mérito próprio, a carioca cuida da sua própria carreira há mais de três anos, e possui uma carreira ascendente. A menina “meiga”, do primeiro álbum da cantora, evoluiu com todos os seus lançamentos, se apresentou na abertura das olimpíadas e ainda participou de uma tentativa de salvar a música ‘We Are One’, da Copa de 2014, viu o auge de sua carreira devido ao apelo nacional de seus fãs e, em especial, toda a comunidade LGBT.

Já Pabllo Vittar chegou quietinha, mostrou seu poder vocal já no single de estreia, ‘Open Bar’ (2015) e chamou a atenção de vários produtores nacionais e internacionais. A maranhense de 22 anos pode ser tomada como uma das maiores representantes da comunidade LGBT no Brasil. Com apenas um álbum, a cantora é dona do maior videoclipe e single lançados por uma Drag Queem mundo! Pabllo sofreu muito preconceito por parte da própria comunidade que deveria defendê-la.

Como se não bastasse a dificuldade de serem brasileiras no mercado musical, uma Drag e uma Mulher carregam a nossa bandeira lá fora. Representatividade importa, e é isso que a gente está presenciando em um país predominantemente machista e acostumado a ver somente músicas sertanejas no topo das paradas.

Apertem os cintos, porquê isso é só o começo.

 

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